Melkor e a Dagor Dagorath
Thierry
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Melkor e a Dagor Dagorath
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No campo de batalha supremo das planícies de Valinor, Melkor derrubou o Sol e a Lua para mergulhar o universo na noite eterna de seu triunfo. Diante do exército de deuses e heróis renascidos, ele encarou a lâmina negra de Túrin Turambar não com temor, mas com o desprezo definitivo de quem moldou o próprio sofrimento daquele mortal. Para Melkor, aquele duelo final era o ápice inevitável: a destruição total de Arda para que nada existisse fora de sua própria vontade.
[Intro]
[Instrumental: ominous low strings and brass, brief orchestral opening]
[Verse 1]
Nas planícies de Valinor, rompeu-se o firmamento,
Melkor ergueu seu nome contra o último juramento.
Sol e Lua tombaram, consumidos pela mão;
A noite coroou-lhe o trono, vasto como a ambição.
[Pre-Chorus]
Mas dos campos devastados, sob cinza e clarão,
Deuses e heróis renascem, marcham contra a escuridão.
[Chorus]
Que Arda caia — que o mundo se desfaça!
Nada além da minha vontade permanecerá.
Que a noite reine, que o último fogo se apague;
Meu triunfo será o fim, e o fim me obedecerá!
[Verse 2]
Diante dele, Túrin surge, a lâmina negra em punho;
Não há temor no olhar do senhor do antigo orgulho.
“Eu te dei cada ferida, cada passo, cada dor;
Teu destino foi meu molde — teu desafio, meu labor.”
[Pre-Chorus]
E a espada risca o silêncio, abre um corte no porvir;
O exército prende o fôlego: só resta prosseguir.
[Chorus]
Que Arda caia — que o mundo se desfaça!
Nada além da minha vontade permanecerá.
Que a noite reine, que o último fogo se apague;
Meu triunfo será o fim, e o fim me obedecerá!
[Bridge]
[Melkor, voz grave e desdenhosa]
Ajoelha, mortal: tua dor nasceu de mim.
[Segunda voz, pequena e rouca]
Ainda há uma lâmina... ainda há um fim.
[Melkor]
Então vem. Que o próprio mundo assista ao seu ruir;
Se nada resta fora de mim, nada poderá resistir.
[Breakdown]
Ferro contra treva — o chão estremece, cede;
A vontade enfrenta a vontade, sem clemência, sem rede.
O céu perdeu seus astros, o horizonte, a cor;
Mas a lâmina ainda avança contra o seu criador.
[Final Chorus]
Que Arda caia — que o mundo se desfaça!
Nada além da minha vontade permanecerá.
Que a noite reine — ouça o firmamento em brasa:
Mesmo no fim de tudo, a espada encontrará!
Que Arda caia — que a noite se levante!
O último duelo decide o que há de restar.
Melkor encara Túrin, soberano e arrogante;
E o mundo prende o fôlego antes de acabar.
[Outro]
Sol e Lua em cinzas, os exércitos no chão;
A vontade contra a lâmina — o fim sem conclusão.