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23º.DTC: “Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

Jose Oscar Beozzo

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23º.DTC: “Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

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Jose Oscar Beozzo
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Com o evangelho deste domingo (Mt. 18,15-20), mergulhamos no quarto dos cinco discursos do evangelho de Mateus, o das instruções para a vida comunitária (Mt 18). Já percorremos antes o programa do Reino de Deus, no Sermão da Montanha (Mt 5-7), a missão dada aos discípulos (Mt 10) e as Parábolas do Reino (Mt 13). Na comunidade, o que está no centro são os pequenos, os indefesos, as crianças, a ovelha perdida, mas temos também que enfrentar os conflitos e desavenças que podem ocorrer e, de fato, acontecem. A regra de ouro é que na comunidade de irmãos e irmãs não haja guerra, mas sim a paz, seja porque não há ofensas ou porque se busca a reconciliação: “Bem-aventurados os que constroem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9). A reconciliação deve ocorrer diretamente entre o ofendido e o ofensor, num clima de correção fraterna: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular! Se ele te ouvir, terá ganho teu irmão” (Mt 18, 15). O segundo passo, continua sendo particular, com a ajuda de pessoas amigas e sensatas: “Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas” (18, 16). Evita-se, assim, o que mais danifica a vida da comunidade: a fofoca, a maledicência, a calúnia, o jogar lenha na fogueira, para ver o circo pegar fogo. Com isso, evita-se que se alastre o incêndio, cujas chamas não há bombeiro que consiga conter. O último recurso é “se ele não te ouvir, dize-o à Igreja” (18, 17). Ela tem o poder de “ligar” e “desligar”, ou seja, de abrir os caminhos pelos quais Deus possa passar, os caminhos do amor, do cuidado, da misericórdia, do perdão: “Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu e tudo o que desligardes na terra, será desligado no céu” (18, 18). O evangelho conclui com uma afirmação ousada e que nos enche de ânimo e esperança: a certeza de que, “lá, onde dois ou três estiverem reunidos no meu nome, eu estarei aí no meio deles” (18,20). Quando corremos à casa de um irmão e irmã que acaba de receber um diagnóstico de câncer e ficou apavorado/a e que levamos um abraço, que nos juntamos para rezar um terço com ele ou ela, vão saber que não estão sozinhos e que podem contar com a oração, o apoio e a solidariedade da comunidade. E que ali se cumpre a promessa de Jesus: “ali, estarei no meio deles”. Quando, neste mês da Bíblia, reunimos a família e convidamos vizinhos para um encontro bíblico em torno do livro do profeta Daniel, para termos coragem e não desanimar, “ali, estarei no meio deles”. Quando, na proximidade das eleições nos encontramos para pensar na comunidade e no país, e assumir nossa responsabilidade de escolher deputados, senadores, governador e presidente comprometidos com o bem comum, “ali estarei no meio deles”.