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Kendra — Meu Novo Eu

Fernando Henrique

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Kendra — Meu Novo Eu

5 просмотров · 2 дн. назад
Fernando Henrique
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Kendra — Meu Novo Eu Depois de tantos dias, sem forças pra andar, Manuele caiu, já sem rumo ou lugar. Perto da aldeia, no fim do caminho, Zaira a encontrou, desmaiada e sozinha. A anciã levou-a ao acampamento, deu-lhe abrigo, água e alimento. Quando acordou, assustada, a tremer, quis saber quem eram, quis se defender. Entre tendas, caminhos e vozes ao redor, um povo a recebeu sem cobrar seu valor. Manuele encontrou, depois de tanto vagar, gente que lhe deu tempo e espaço pra ficar. Zaira explicou, com paciência e cuidado, que ali ninguém queria vê-la amarrada. Manuele escutava, ainda desconfiada, mas já não enfrentava a noite sozinha e gelada. Os dias passaram; o medo cedeu, e um pouco de calma no peito nasceu. Manuele queria ficar por ali, sentia que, enfim, podia existir. Entre tendas, caminhos e vozes ao redor, um povo a recebeu sem cobrar seu valor. Manuele encontrou, depois de tanto vagar, gente que lhe deu tempo e espaço pra ficar. Não tinha o sangue daquele lugar, mas alma cigana no jeito de andar. Chamaram-na catiça, parte do povo, não por nascimento — por laço que é novo. Havia espanhóis, gregos, egípcios também, raízes distintas, mas unidos além. Naquele acampamento, uma língua os unia; Manuele a aprendeu, dia após dia. Entre tendas, caminhos e vozes ao redor, um povo a recebeu sem cobrar seu valor. Manuele encontrou, depois de tanto vagar, gente que lhe deu tempo e espaço pra ficar. Dois anos correram; já sabia viver entre as partidas e o amanhecer. Vestia-se como os seus, seguia a jornada, e a estrada não parecia tão desamparada. Vieram mais anos, cresceram os laços, novos caminhos, fogueiras e abraços. A antiga Manuele, ferida e perdida, encontrou naquele povo lugar para a vida. Entre tendas, caminhos e vozes ao redor, um povo a recebeu sem cobrar seu valor. Manuele encontrou, depois de tanto vagar, gente que lhe deu tempo e espaço pra ficar. Zaira a chamou, com carinho e intenção; Manuele se achegou, guardando a emoção. A anciã lhe ofereceu um nome a levar, um nome que a nova jornada iria marcar. “De hoje em diante, Kendra”, Zaira lhe deu; um nome que o povo, com afeto, acolheu. Manuele ficou na lembrança e no olhar, mas Kendra encontrou seu lugar pra chamar. Entre tendas, caminhos e vozes ao redor, um povo a recebeu sem cobrar seu valor. Manuele encontrou, depois de tanto vagar, gente que lhe deu tempo e espaço pra ficar. Entre tendas, caminhos e vozes ao redor, um povo a recebeu sem cobrar seu valor. Manuele encontrou, depois de tanto vagar, e sob o nome Kendra escolheu ficar.