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Kendra - o casamento

Fernando Henrique

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Kendra - o casamento

5 просмотров · 2 дн. назад
Fernando Henrique
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Os anos passaram, cresceu o querer, Yago ao seu lado, sem nada exigir. Entre caminhos, fogueiras e chão, Kendra sentia nascer afeição. Mas, quando o amor quis se transformar em votos e casa, em juntos ficar, os anciãos trouxeram a tradição: o povo primeiro, acima da união. Pra Kendra viver, Manuele tem que partir; não sem sentir, não sem resistir. O amor não apaga o que ficou pra trás: ela escolhe um caminho — e não volta jamais. Pais, velhos amigos, a vida de outrora voltavam à mente, pesando na hora. Ela quis guardar cada rosto e lugar, mas a nova estrada pedia deixar. Não foi simples promessa, nem fácil dizer que o nome de antes deixava de ser. Manuele chorava, tentando entender se amar aquele povo exigia se perder. Pra Kendra viver, Manuele tem que partir; não sem sentir, não sem resistir. O amor não apaga o que ficou pra trás: ela escolhe um caminho — e não volta jamais. Yago esperava, sem forçar sua mão; via o conflito ferindo seu coração. Não podia escolher no lugar que era dela, nem transformar sua dor em coisa singela. A tradição pesava, o futuro chamava, e a antiga lembrança por dentro queimava. Kendra não nasceu sem luto ou temor: foi despedida, foi perda, foi dor. Pra Kendra viver, Manuele tem que partir; não sem sentir, não sem resistir. O amor não apaga o que ficou pra trás: ela escolhe um caminho — e não volta jamais. Ela aceitou que aquele povo era seu, que o laço escolhido também floresceu. Não por esquecer que um dia foi outra, mas por fazer da nova vida sua escolha. Kendra o casamento Com Yago ao lado, voltou a respirar; não como quem foge, mas quem quer ficar. O amor veio lento, depois da aflição, criado em confiança, cuidado e união. Pra Kendra viver, Manuele tem que partir; não sem sentir, não sem resistir. O amor não apaga o que ficou pra trás: ela escolhe um caminho — e não volta jamais. Quando os anciãos aceitaram a união, o povo se reuniu em celebração. Kendra caminhou, levando a saudade, e Yago a esperava com sinceridade. E assim se casaram, sob o mesmo luar, sem que o passado pudesse voltar. Manuele partira — sua história ficou; Kendra escolheu a vida que encontrou. Yago lhe entregou um isqueiro dourado, com um dragão oriental no metal gravado. Herança de família, passada de mão em mão, agora era de Kendra, presente de união. Zaira pensou nas netas que viriam, e preferia que um dia o isqueiro recebessem. Não gostou da escolha, mas não interferiu; Kendra guardou o presente que Yago lhe ofereceu. Pra Kendra viver, Manuele tem que partir; não sem sentir, não sem resistir. O amor não apaga o que ficou pra trás: ela escolhe um caminho — e não volta jamais.