🏙🌃EDIFÍCIO DE VIDRO🌃🏙
PÓ E PÉTALA
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PÓ E PÉTALA
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Edifício de Vidro — Poesia Viva
"Eu sou o prédio que ninguém quis habitar... Um vidro trincado, difícil de olhar."
Seja bem-vindo(a) a mais um capítulo deste diário. Em "Edifício de Vidro", exploramos as estruturas rígidas que construímos ao redor de nós mesmos para sobreviver. Uma reflexão profunda sobre o isolamento, o peso das memórias (os nossos "flashbacks" internos) e a fragilidade de uma alma que, mesmo cercada de concreto e aço, ainda tenta florescer.
📜 Letra Completa
Composição: Sua Flor, Sem Nada 🌸
[Verso 1]
Levantei paredes onde o tato não alcança
Cimentei o medo, enterrei a criança.
Usei concreto armado pra isolar o que sinto
Pois o mundo lá fora é um labirinto faminto.
Mensurei cada angústia, cada perda, cada traço
Numa planta detalhada do meu próprio cansaço.
O ferro sustenta o que a alma não aguenta
E a tempestade lá fora... meu silêncio alimenta.
[Verso 2]
Dizem que a luz atravessa qualquer fresta
Mas na sombra da luz, o que é que nos resta?
Um punhal cravado por quem disse ser irmão
Um Abel que caiu sem estender a mão.
Minha pele é o mapa de um trauma constante
Tatuagem de vida, num corpo errante.
Quatro letras de medo, um peso de aço
Que esmaga o presente e apaga o meu passo.
[Refrão]
Eu sou o prédio que ninguém quis habitar
Um vidro trincado, difícil de olhar.
Sou a flor de concreto, sem terra e sem luz
Onde o brilho do ouro ao abismo conduz.
Não me chame de ausência, sou presença de dor
Sou o nada que sobra... eu sou a Sua Flor.
[Ponte]
Tic-tac... o relógio é o meu carcereiro
Nesse navio de ferro, sou o meu prisioneiro.
O ar-condicionado em dezessete graus
Congela os meus sonhos, meus bens e meus males.
O grito que eu dei ninguém pôde escutar
Pois a Voz se cortou pra não mais se doar.
[Final]
Um brinde ao vazio, um brinde ao deserto
Ao rosto que eu amo sem nunca ter perto.
Assino em silêncio, sem nada no cais...
🌸 Sua Flor, Sem Nada.
✨ Sobre a Obra
Nesta composição, a arquitetura serve como metáfora para a psique humana. O "Edifício de Vidro" representa a transparência vulnerável e, ao mesmo tempo, a barreira intransponível que criamos. Os flashbacks refletidos nos vidros são as marcas de uma jornada feita de "fé e aço", onde o trauma se torna tatuagem e o silêncio se torna refúgio.
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Canal: Poesia Viva: Diário de um Cotidiano em Versos
Assinado por: Flor sem nada
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