As "Falhas" de Projeto Que Mudaram a História Naval
Histories of Humanity
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As "Falhas" de Projeto Que Mudaram a História Naval
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Erros de projeto naval condenados no papel e vencedores no mar: cinco navios que construtores rivais da própria época chamaram de defeituosos e que provaram o contrário sob fogo.
Neste documentário, a física, a logística e os registros de época explicam por que meio metro de madeira, um convés estreito, um mercante sem canhões, uma bateria rente à água e um casco bojudo eram respostas a problemas que os críticos ainda não tinham formulado.
O navío de línea espanhol, com costado de cerca de meio metro na linha d'água e madeiras tropicais dos estaleiros de Havana, carregava a reputação de fortaleza lenta. Em Cartagena das Índias, em 1741, o Galicia, capturado pelos britânicos e usado como bateria flutuante, resistiu horas sob a própria artilharia espanhola.
O tumblehome francês deixava o convés superior um a dois metros mais estreito do que o casco na linha d'água e parecia desperdiçar espaço. A medição do Invincible em Portsmouth, em 1747, mostrou o que a inclinação permitia: mais canhão no alto sem comprometer a estabilidade, e o Almirantado britânico copiou a solução.
O fluyt holandês navegava quase desarmado com dez a quinze homens. A economia gerada por esses cascos frágeis ajudou a financiar a frota de De Ruyter, que subiu o Medway em 1667 e rebocou o Royal Charles para os Países Baixos.
O navio de 74 canhões levava sua bateria mais pesada a menos de dois metros da água, muitas vezes fechada com mar formado. Os britânicos transformaram essa limitação em doutrina de combate próximo, como na passagem do Victory pela popa do Bucentaure, em Trafalgar.
A nau portuguesa da Carreira da Índia, larga e lenta, carregava água e mantimentos para quase dois anos de viagem, e sua boca larga elevava o metacentro, mantendo a bateria operacional em condições que obrigavam corsários a fechar as portinholas.
O vídeo se apoia em registros do Archivo General de Indias, do pedágio de Øresund, da Torre do Tombo e dos Arquivos Nacionais em Kew, no diário de Samuel Pepys, na História Trágico-Marítima e nos estudos de Carla Rahn Phillips, Jean Boudriot, A. J. Hoving, Brian Lavery e Filipe Castro.
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