DO SALÃO DE CABELEREIRO A UMA DAS 10 MAIORES EMPRESAS DE ENGENHARIA CIVIL DO BRASIL - Gustavo Dubeux
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Gustavo Dubeux é engenheiro civil, fundador e presidente do Conselho de Administração da Moura Dubeux, uma das 10 maiores construtoras do Brasil e líder no mercado imobiliário do Nordeste. Escolheu a engenharia civil pelo gosto pela matemática e pelas construções, e começou a empreender ainda na faculdade.
Da faculdade à fundação da Moura Dubeux
Em 1983, no 3º ano de Engenharia Civil, fundou a Moura Dubeux com o irmão Aluísio, 8 anos mais velho e engenheiro na Queiroz Galvão. Como ele mesmo diz, foi "estagiário de mim mesmo". O único patrimônio era o CNPJ: a empresa prestava serviços para terceiros, como praças, galerias e canais. Para garantir uma renda fixa naquela fase, financiou o próprio carro e abriu um salão de cabeleireiro, o Camarim, na Rua do Futuro.
A virada veio com o primeiro prédio: 8 apartamentos em Apipucos, construídos para um grupo de amigos no regime de condomínio (preço de custo). A obra ganhou a confiança do mercado, e o modelo de condomínio virou uma das marcas da empresa.
Crescimento e estratégia
Expansão regional a partir de 2007, para Fortaleza, Natal, Salvador e Maceió e, depois, João Pessoa e Aracaju: 7 capitais do Nordeste.
IPO planejado para 2008, adiado pela quebra do Lehman Brothers e realizado em 2020.
Passou por duas grandes crises: a de 2008 e a dos distratos de 2015, quando até 50% das unidades vendidas eram devolvidas.
Hoje o grupo MDNE reúne três marcas: Moura Dubeux (alto padrão), Mood (classe média) e Única (Minha Casa, Minha Vida). Está no top 3 das incorporadoras de médio e alto padrão do país.
Tem uma cultura que valoriza a "prata da casa": CEO, CFO e diretores são engenheiros, muitos formados na empresa desde o estágio.
Gestão além da engenharia
Defende que "o engenheiro é o CEO de cada obra" e que precisa dominar gestão, economia e contabilidade. Ele mesmo cursou quase toda a faculdade de Administração em paralelo.
Sport Club do Recife
Foi vice-presidente de futebol (2006), presidente do clube no biênio 2011–2012 e depois presidente do Conselho. Na gestão, deixou cerca de R$ 10,3 milhões em caixa, construiu um CT e ampliou o estádio.
Neste episódio
Gustavo fala sobre a falta de engenheiros no mercado, as vagas abertas na Moura Dubeux, os conselhos para quem pensa em desistir do curso e o motivo de fazer engenharia de novo "sem nenhum arrependimento".