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Uma pátria nascida à sombra da Cruz | Sermão para o XV domingo depois de Pentecostes

Padre Fábio Calixto

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Uma pátria nascida à sombra da Cruz | Sermão para o XV domingo depois de Pentecostes

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Padre Fábio Calixto
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Endereço da Capela Imaculada Conceição: https://share.google/Lb1NOdXxWedujto6h Grupo de avisos da Capela (Horários de missa, eventos, etc): https://chat.whatsapp.com/Clpzq5koaVx... _______________________________________________________ Caros fiéis, Os trabalhos de nosso apostolado são integralmente financiados pelos auxílios monetários dos senhores. Por isso, estendemos nossas mãos a fim de pedir ajuda financeira para a sua manutenção: PIX: patercalixto@gmail.com Que Deus Nosso Senhor lhes recompense pela generosidade! _______________________________________________________ Conta o Evangelho que o Senhor encontrou, às portas de Naim, uma viúva que levava ao sepulcro o seu único filho. E Cristo, movido de compaixão, aproximou-se do féretro e disse: “Jovem, eu te digo: levanta-te.” Não parece, senhores, que contemplamos hoje uma figura do nosso Brasil? Nação nascida sob o sinal da Cruz, batizada nas águas da fé, consagrada à proteção de Maria Santíssima, o Brasil recebeu de Deus uma vocação que seus homens ainda não souberam inteiramente realizar. Filho de grandes promessas, parece hoje caminhar, porém, como o filho da viúva de Naim: não enfermo, mas morto; não apenas ferido, mas incapaz de erguer-se por suas próprias forças. Porque que morte é esta? É a morte da indiferença religiosa, do esquecimento de Deus, do liberalismo que pretende construir uma sociedade como se Cristo não reinasse sobre ela. Um povo que recebeu a Fé e passa a viver sem ela é como um filho que abandona a própria mãe. O Brasil, que se reconheceu durante séculos como filho da Igreja e protegido de Maria, parece hoje um filho morto levado diante dos olhos da própria Mãe. Mas o Evangelho não termina no cortejo. Cristo aproxima-se. E eis a nossa esperança: aquilo que está morto para os homens pode viver para Deus. O Brasil não será levantado apenas por programas, partidos, riquezas ou discursos. Se há de ressurgir verdadeiramente, será porque Cristo se aproximará de seu féretro e repetirá, sobre esta terra: “Eu te digo: levanta-te.” E então, senhores, o filho tornar-se-á vivo; e a Nação, reconciliada com sua vocação, poderá novamente reconhecer Aquele de quem nasceu e para quem existe. Brasil, filho da Igreja, não fiques no túmulo. Aos pés da Cruz nasceste; sob o olhar de Maria cresceste. Que a voz de Cristo, que venceu a morte, te alcance ainda hoje: Brasil, eu te digo, levanta-te! Nossa Senhora Aparecida, Rainha e padroeira do Brasil, Rogai por nós!