Ford levou aveia de Michigan para a Amazônia
Anexo Sete
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Ford levou aveia de Michigan para a Amazônia
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Em 1930, na Amazônia, um americano proibiu a farinha de mandioca. Não é força de expressão: foi proibido por escrito, para milhares de trabalhadores amazônidas. No lugar dela, servia-se aveia e pêssego em lata vindos de Michigan.
O nome do americano era Henry Ford. Ele comprou um milhão de hectares na beira do Tapajós, mandou dois navios com uma cidade desmontada dentro, construiu hospital, escola, cinema e casa de veneziana no meio da floresta, e nunca pôs os pés lá.
Noventa e oito anos depois, aquilo tudo continua de pé, com três mil pessoas morando dentro. Em maio de 2026 um juiz federal no Pará finalmente mandou o governo fazer alguma coisa a respeito.
Este vídeo é montado quase inteiro com o filme que o departamento de cinema da própria Ford rodou em Fordlândia entre 1930 e 1936, hoje em domínio público no Arquivo Nacional dos Estados Unidos.
CAPÍTULOS
0:00 A farinha proibida
1:08 Por que Ford foi parar na Amazônia
2:34 1876: setenta mil sementes saem do Brasil
3:32 Um milhão de hectares no Tapajós
5:06 O que Ford construiu no meio da floresta
6:42 O que ele exigiu junto
7:07 Detroit, 1914: cinco dólares e cinquenta investigadores
8:48 O apito, o crachá e o uniforme
9:30 O cardápio
10:10 A farinha de mandioca
11:29 O quebra-panelas
12:33 O fungo que já estava lá
13:36 Belterra, e o fungo foi junto
13:50 Por que funcionou na Ásia
14:41 1945: a conta de dezessete anos
15:38 Dona América
16:54 O que ficou de pé
18:11 O que Ford não mandou
ACERVO E CRÉDITOS
Imagem em movimento: Ford Motor Company, filmes de 1930 a 1936, Arquivo Nacional dos Estados Unidos (National Archives and Records Administration), domínio público, via Internet Archive (coleções FedFlix e usgovfilms): fc-fc-1535a, fc-fc-1817, fc-fc-3065, fc-fc-2633, fc-fc-4871.
Falas de moradores e do historiador: documentário "Fordlândia" (2008),
direção de Marinho Andrade e Daniel Augusto. Trechos curtos usados como citação, com crédito em tela.