Quanto Biomaterial Usar no Seio Maxilar? Calcule o Volume Exato no Blue Sky Bio pela Tomografia
Dr. Celso Adami | Odontologia Digital
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Quanto Biomaterial Usar no Seio Maxilar? Calcule o Volume Exato no Blue Sky Bio pela Tomografia
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Neste vídeo eu mostro, na prática, como utilizar o software Blue Sky Bio para calcular o volume de biomaterial necessário em um planejamento de enxerto no seio maxilar a partir de uma tomografia computadorizada. A proposta é transformar uma informação volumétrica do exame em uma estimativa clínica útil para definir quanto material de enxertia deve estar disponível durante a cirurgia, evitando tanto a falta de biomaterial quanto a compra excessiva.
A partir da tomografia computadorizada, eu utilizo os recursos do Blue Sky Bio para gerar um volume tridimensional e delimitar a região de interesse dentro do seio maxilar. O objetivo é simular a área que deverá ser preenchida com biomaterial para recobrir o implante e obter uma estimativa do volume necessário para o procedimento.
Neste caso, utilizo como recurso a geração do volume da via aérea. Aproveito essa função para criar uma estrutura volumétrica e depois recorto apenas a região correspondente ao espaço que pretendo preencher durante o enxerto do seio maxilar. Depois de delimitar essa área, o software fornece o volume da estrutura criada.
A partir desse valor, é possível interpretar a quantidade aproximada de biomaterial necessária em mililitros, centímetros cúbicos ou outras unidades utilizadas pelos fabricantes. Isso pode ajudar principalmente quando trabalhamos com hidroxiapatita bovina, xenógenos e outros biomateriais particulados usados em levantamento de seio maxilar, regeneração óssea guiada e procedimentos associados à instalação de implantes dentários.
Dependendo da empresa, o produto pode ser comercializado em frascos, seringas ou embalagens identificadas por volume. No vídeo eu mostro como usar o volume calculado no Blue Sky Bio para estimar quantos frascos ou embalagens de biomaterial podem ser necessários para a cirurgia.
É importante lembrar que o volume obtido no software representa uma estimativa geométrica e não deve ser interpretado como uma equivalência absoluta entre o espaço virtual calculado e a quantidade exata de partículas utilizada clinicamente. Fatores como granulometria, compactação, presença de sangue, associação com osso autógeno, técnica cirúrgica, anatomia do seio maxilar e formato do defeito podem alterar a quantidade final.
Mesmo assim, ter uma estimativa volumétrica antes da cirurgia pode melhorar o planejamento e a organização dos materiais. Outro ponto importante é que 1 centímetro cúbico corresponde a 1 mililitro em termos de volume geométrico. Isso facilita a interpretação quando o software apresenta a medida em mm³ ou cm³ e o fabricante informa a embalagem em mL ou cc.
Peso em gramas e volume em mililitros não devem ser considerados equivalentes sem conhecer as características específicas do biomaterial. Por isso, além de calcular o volume no Blue Sky Bio, é necessário observar como cada fabricante apresenta comercialmente o produto e qual é a quantidade correspondente em cada embalagem.
Durante o planejamento também avaliamos a posição tridimensional do implante dentro do seio maxilar e o espaço que deverá ser preenchido ao redor dele. Dessa maneira, a tomografia deixa de ser usada apenas para avaliar altura e espessura óssea e passa a fornecer uma informação quantitativa adicional para o planejamento do enxerto.
Essa abordagem pode ser interessante em casos de levantamento do seio maxilar, implante associado a enxertia, regeneração óssea e situações em que precisamos prever a quantidade de substituto ósseo necessária. O objetivo não é substituir o julgamento clínico, mas adicionar uma ferramenta digital que ajude na tomada de decisão e na preparação do procedimento.
Se você trabalha com implantodontia, cirurgia guiada, odontologia digital, tomografia computadorizada, enxerto ósseo ou levantamento de seio maxilar, este vídeo mostra uma aplicação prática que pode ser incorporada ao fluxo digital. A ideia é planejar não apenas onde o implante será instalado, mas também prever quanto biomaterial será necessário para executar o procedimento com maior organização.
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