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19º.DTC: “Pedro sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me”.

Jose Oscar Beozzo

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19º.DTC: “Pedro sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me”.

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Jose Oscar Beozzo
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Em meio a tantas tempestades em nossas vidas, na família, no trabalho, na comunidade e na Igreja, às vésperas de acirrada campanha eleitoral para o governo dos estados e de suas assembleias, para a presidência da República, a Câmara e o Senado, o evangelho deste domingo nos fala de tempestade no mar da Galileia. O vento e as ondas ameaçam a afundar o barco dos discípulos. O que precedeu, foi a notícia trazida pelos discípulos de João Batista de que ele fora degolado por causa do capricho vingativo de Herodíades e covardia do rei Herodes. Jesus partiu sozinho buscando um lugar afastado onde pudesse chorar a morte do amigo e lidar com a sombra de perseguição e morte que passou a ameaçar a vida de Jesus e dos seus discípulos. Foi surpreendido por muita gente que veio das aldeias vizinhas e se aglomerou naquele lugar retirado. Teve compaixão daquele povo pois estava ali como ovelhas sem pastor. Passou o dia a curar os enfermos e reagiu quando os discípulos sugeriram que ele despachasse aquelas multidões para ir comprar nas aldeias vizinhas o que comer. Atalhou os discípulos, ordenando: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16). Abandono, enfermidades e fome eram o quotidiano da população mais pobre sob o domínio e exploração dos romanos e dos judeus que se juntaram a eles, para extorquir o povo, com duros trabalhos, pouca paga e pesados tributos. Depois que saciou aqueles cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças, “Jesus mandou que os discípulos entrassem no barco e seguissem para o outro lado do mar, enquanto ele despedia as multidões” (Mt 14, 22). Prossegue o evangelho: “Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte para orar a sós. A noite chegou e Jesus continuava ali sozinho” (14, 23). Na dor e na provação Jesus se volta para o Pai e busca na sua intimidade luz e força para cumprir sua missão. Na quadra que estamos vivendo, estamos mais do que necessitados desse encontro com o Deus vivo no silêncio e na oração. De um lado, Jesus, sozinho em oração, no monte. Do outro, nos diz o evangelho: “A barca, porém, já longe da terra, era sacudida pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: ‘É um fantasma’ e gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Sou eu, não tenhais medo’” (14, 22-26). Ontem e hoje o medo vem paralisando a muitos de nós, nossas comunidades e a própria Igreja. Resta-nos ainda o que só o evangelho de Mateus nos narra, a saga de Pedro. “Então, Pedro lhe disse: ‘Senhor se es tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água’. E Jesus respondeu: ‘Vem”. Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor salva-me’. Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: ‘Homem fraco na fé, por que duvidaste?’ Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: ‘Verdadeiramente, tu es o Filho de Deus’” (14,28-33). Façamos da canção abaixo nossa prece e nosso propósito, diante das tempestades que atravessamos, com fé e confiança: “Segura na mão de Deus e vai”. “Se as águas do mar da vida, quiserem te afogar, Segura na mão de Deus e vai Se as tristezas desta lida, quiserem te sufocar, Segura na mão de Deus e vai Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus Pois ela, ela te sustentará. Não temas, segue adiante, e não olhes para trás Segura na mão de Deus e vai Se a jornada é pesada, e te cansa a caminhada Segura na mão de Deus e vai Orando, jejuando, confessando e perdoando Segura na mão de Deus e vai O Espírito do Senhor, sempre te revestirá Segura na mão de Deus e vai Jesus Cristo prometeu e jamais nos deixará Segura na mão de Deus e vai