Herói
Alíghierick
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Herói
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Alíghierick
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VÓRTICE é sobre aquilo que nos prende antes mesmo de sabermos seu nome.
Entre ruínas, espelhos e relógios quebrados, alguém tenta descobrir se está desaparecendo — ou apenas mudando de forma.
Algumas coisas não terminam quando acabam.
Às vezes... começam a girar.
Lyric:
[Intro]
se o tempo leva tudo...
pra onde que ele me leva?
se eu precisar correr agora,
por favor... releva.
[Verso 1]
Eu varro a poeira, remexo a gaveta,
problema que eu passo, disfarço e esqueço.
Eu piso no freio, acelero por dentro,
me perco no meio do próprio receio.
Não sei onde eu paro, nem quando eu chego,
se o fim desse ano ainda cabe no peito.
Eu conto os meus erros, desconto os meus medos,
e guardo experiências no bolso do tempo.
Por fora, silêncio, por dentro, estouro,
eu dobro o meu grito, escondo o sufoco.
Eu digo “tô bem”, mas eu sei que não tô,
se a vida é uma prova, ninguém me ensinou.
(vai me reprovar?)
[Pré-Refrão]
Minhas rezas saem musicais,
cada frase me corta e refaz.
Quanto mais eu escrevo, mais vejo:
talvez minha voz crie os próprios sinais
[Refrão]
Todo dia é uma prova,
não tenho gabarito.
Vou errando, vou marcando,
vou seguindo o infinito.
Se o tempo leva tudo,
que leve a dor também.
Eu não sei ser feliz,
mas eu sei que "tá tudo bem".
Você chama pelo meu nome,
eu te chamo de amor.
No meio dessa febre,
ainda existe calor.
[Verso 2]
Eu junto as sobras da sombra que eu fui,
recolho os pedaços do que me destrói.
Se ontem foi peso, hoje eu faço impulso,
transformo da queda o farol de herói.
Eu corro da dor, mas a dor corre atrás,
eu tento esquecer, mas meu corpo não faz.
Então faço da queda um lugar pra pisar,
se eu não tenho resposta, eu aprendo até acertar
E quanto mais fundo eu mergulho em mim,
menos eu procuro culpado ou juiz.
o triunfo não vai ter um fim,
isso não vai escapar nem por um triz.
[Break]
Não há tempo. (será?)
Eu corro. (tropéço)
Eu paro. (me despeço)
Respiro. (Errando)
(aguênta aí, tô chegando!!)
Eu vim das perguntas sem nenhuma resposta,
das portas fechadas, da vida sem volta.
Das noites compridas, da mente inquieta,
do medo fazendo morada na testa.
Mas olha pra mim — ainda estou respirando,
ainda escrevendo, ainda tentando.
Se tudo que passa também deixa sinal,
eu faço da cicatriz meu ritual.
Não quero ser rei desse mundo sem fim,
se houver uma coroa, que faça de mim.
Não quero um trono, nem quero mandar,
eu quero somente poder me habitar.
Todo dia é uma prova,
não tenho gabarito!
Vou errando, vou marcando,
vou matar isso no grito!
Se o tempo leva tudo,
que leve o medo também!
Eu não sei ser feliz,
mas eu quero aprender, amém!
E é no clarão da aurora,
que me chama de amor.
Que eu surjo das cinzas,
pra te trazer o meu calor .
[Outro]
E o tempo leva tudo...
Tudo que eu fui...
Tudo que doeu...
me quebra, me junta, me cola,
(mas calma que te pego!)
Mas se alguma coisa fica,
fica o que eu construí.
(não abala as estruturas)
E se eu não sei ser feliz...
eu aprendo (tentando).
Se eu não sei quem sou...
(eu sigo lutando).
Até ser coroado
rei...
de mim.