Zarek — A Ferida que Não Fecha
Fernando Henrique
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Zarek — A Ferida que Não Fecha
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Fernando Henrique
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Zarek — A Ferida que Não Fecha
Suelen surgiu com a espada na mão,
olhar sem lembrança, sem reconhecer.
A lâmina avançou, cortando o salão;
eu me preparei para fazê-la ceder.
Desviei do primeiro golpe, recuei,
busquei uma abertura, medi sua ação.
Mas ela investia sem pausa, sem freio;
a espada guiava cada decisão.
A ferida não fecha, não pode sarar,
a lâmina sombria não deixa curar.
Minha força se esvai, já não posso reagir;
ela segue atacando, não pode decidir.
Um corte se abriu, tentei me recompor,
mas a cura falhou, não fechou a ferida.
A lâmina drenava meu vigor e calor;
cada novo ataque encurtava minha vida.
Agarrei o momento, tentei contra-atacar,
mas ela avançou antes de eu terminar.
Meu corpo cedeu, perdi posição;
o aço me prendia num golpe sem solução.
A ferida não fecha, não pode sarar,
a lâmina sombria não deixa curar.
Minha força se esvai, já não posso reagir;
ela segue atacando, não pode decidir.
Tentei me afastar, recuperar meu poder,
mas a espada sombria não me deu esse espaço.
Cada passo pesava, difícil mover;
cada golpe apertava o destino em seu laço.
Eu conheço a derrota, não cedo ao temor,
mas desta vez meu corpo não quis responder.
A lâmina roubava meu último vigor;
sem cura, sem força, comecei a ceder.
A ferida não fecha, não pode sarar,
a lâmina sombria não deixa curar.
Minha força se esvai, já não posso reagir;
ela segue atacando, não pode decidir.
Levantei mais uma vez para lutar,
mas já não havia energia em mim.
A espada continuava a me cortar;
meu corpo tombou, chegando ao fim.
O chão se aproximou, perdi a visão,
o som da batalha começou a sumir.
Não pude escapar daquela escuridão;
a vida se foi, sem chance de reagir.
A ferida não fecha, não pode sarar,
a lâmina sombria não deixa curar.
Minha força se esvai, já não posso reagir;
ela segue atacando, não pode decidir.
Não houve regeneração para me reerguer,
nem força restante para continuar.
A espada impediu meu corpo de se refazer;
minha luta chegava ao fim, sem voltar.
Suelen venceu, mas não por escolha ou rancor;
a espada a mantinha em combate sem fim.
Meu último olhar se apagou sem calor;
o duelo terminou quando a vida saiu de mim.
A ferida não fecha, não pôde sarar,
a lâmina sombria não deixou me curar.
Minha força se foi, não pude reagir;
caí diante dela — e deixei de existir.