Corredores
Alíghierick
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Corredores
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Alíghierick
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VÓRTICE é sobre aquilo que nos prende antes mesmo de sabermos seu nome.
Entre ruínas, espelhos e relógios quebrados, alguém tenta descobrir se está desaparecendo — ou apenas mudando de forma.
Algumas coisas não terminam quando acabam.
Às vezes, começam a girar.
lyric:
[Intro]
Um pulso risca a poeira
Do quarto sem janela
Dois sinais, sempre os mesmos
E eu já não sei se avanço
[Verse 1]
Guardo o peso na língua
Como uma moeda fria
Meu corpo aprende o caminho
Mas meu nome fica atrás
Você pergunta se passa
Eu conto quatro respirações
Uma, duas, quase nada
A dor muda de posição
[Pre-Chorus]
Fala baixo, não me alcança
Deixa o ar entre nós dois
Cada segundo se estica
E o depois não vem depois
[Chorus]
Eu caio devagar demais
Dentro de um tempo sem parede
Meu peito quer correr
Minha boca pede sede
Eu caio devagar demais
Mas sigo presa ao mesmo sinal
Dois toques contra o escuro
Um relógio animal
[Verse 2]
Agora as sílabas mordem
Rápidas, claras, precisas
Eu digo tudo que escondo
Antes que a forma desista
Você me chama, eu respondo
Não é silêncio, é distância
Meu sangue bate depressa
Minha voz conserva a calma
[Bridge]
Se eu acelerar, não me perco
Se eu parar, posso ouvir
A ferida abrindo espaço
Para o vazio surgir
Não toca em mim
Não toca em mim
O pulso sumiu
O pulso sumiu
[Outro]
Agora o ar não termina
A sala desaprende o chão
Dois sinais longe, quase extintos
E a dor vira imensidão